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FinOps não é sobre cortar custos. É sobre tomar decisões melhores.

  • Foto do escritor: Bruno Santos Monteiro
    Bruno Santos Monteiro
  • 6 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura


Quando falamos de FinOps, muita gente ainda pensa apenas em reduzir gastos na nuvem. Mas essa é só a ponta do iceberg. O verdadeiro valor do FinOps está em criar um modelo que permite tomar decisões conscientes, rápidas e sustentáveis sobre os custos da nuvem.


É sobre governança, visibilidade e cultura.


Hoje, quero te mostrar por que aplicar FinOps não significa sair desligando recursos ou renegociando contrato com fornecedor — e sim criar maturidade financeira operacional para toda a organização.




1. O problema de só “cortar custo”



Reduzir custo sem contexto pode ser perigoso.


Já vi empresas desativarem backups, desligarem instâncias críticas, ou eliminarem serviços essenciais porque queriam “economizar”. O resultado?


  • Perda de dados

  • Baixa disponibilidade

  • Queda na confiança interna e externa



FinOps precisa ir além. A pergunta certa não é “onde podemos cortar?”, mas sim:


“Estamos investindo bem o nosso budget de nuvem?”



2. FinOps é sobre decisões embasadas



A prática de FinOps envolve colocar os dados financeiros no fluxo de decisões técnicas e de produto. Isso significa entender:


  • Quais workloads estão consumindo mais?

  • Esse custo está atrelado a valor entregue?

  • Estamos rastreando e alocando os custos corretamente?

  • Os times têm visibilidade do impacto financeiro das decisões que tomam?



Essa visão cria accountability técnica e financeira.




3. Três perguntas que todo time deveria fazer antes de cortar custo




1. Esse serviço está subutilizado ou é essencial para resiliência?



Nem tudo que parece “ocioso” é dispensável. Muitos serviços mantêm a segurança, alta disponibilidade ou tolerância a falhas.


Cuidado com as economias que geram custo oculto depois.



2. Estamos alocando os custos corretamente entre áreas, squads ou produtos?



Sem uma boa estratégia de tagging e cost allocation, você corre o risco de cortar onde parece caro — mas não necessariamente ineficiente.


Alocação por centro de custo, ambiente, projeto ou squad permite identificar o que entrega valor e o que só gera despesa.




3. Temos feedback rápido de custo pra ajustar arquitetura e comportamento?



Se a análise de custo chega com 30 dias de atraso, o estrago já foi feito.

Visibilidade quase em tempo real permite que arquitetos e times de produto ajustem decisões antes do orçamento estourar.




4. O poder da cultura FinOps



FinOps é uma prática contínua, não uma iniciativa pontual.

Empresas maduras colocam custos como métrica de sucesso de arquitetura, junto com segurança, escalabilidade e performance.


E mais: treinam times, integram FinOps aos pipelines, e trazem áreas de negócio pro jogo.

Essa é a diferença entre “gastar menos” e “investir melhor” na nuvem.




Conclusão



FinOps não é um projeto. É uma mentalidade operacional.


Não se trata só de cortar custo, mas de criar um modelo de decisões sustentáveis, visíveis e alinhadas ao que realmente importa: o valor gerado pelo uso da nuvem.


Se quiser, posso compartilhar um framework que usamos com clientes pra mapear custos por workload com foco em valor entregue. Me chama.



 
 
 

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